Dia do Engenheiro Militar
Pontoneiro! Avante pontoneiro! Evocamos 10 de abril de 1866! O Tenente-Coronel JOÃO CARLOS DE VILLAGRAN CABRITA, ao redigir as palavras da inconteste vitória na epopeia da conquista da Ilha de Redenção, na Campanha da Tríplice Aliança, foi atingido mortalmente por uma bala de canhão inimiga. Como justa homenagem a este herói, o Exército Brasileiro reconheceu-o, em 1962, como Patrono da Arma de Engenharia. Este bravo soldado protagonizou uma das mais admiráveis páginas da História Militar brasileira, quando esteve à frente do 1º Batalhão de Engenheiros, contribuindo decisivamente para a retomada da atitude ofensiva e na consequente vitória dos aliados naquele conflito.
As origens da Arma de Engenharia transcendem o período colonial português. A preocupação com a proteção do novo território impôs a construção de uma linha de defesa que pontilhou estrategicamente inúmeros fortes na vasta imensidão de terras. Ainda hoje, muitos sobrevivem como marcos perenes do surgimento da engenharia militar no Brasil.
Em 1855, diante da necessidade de se dotar as armas base de um elemento técnico de apoio para facilitar o seu deslocamento e sua proteção, foi criada a primeira Unidade de Engenharia do nosso Exército, o 1º Batalhão de Engenheiros, origem histórica do atual Batalhão Escola de Engenharia, sediado em Santa Cruz, na cidade do Rio de Janeiro. Durante a Guerra da Tríplice Aliança, sua importância foi demonstrada em diversos momentos, como na transposição do Rio Paraná, nos trabalhos de organização do terreno e na construção de estradas, sendo a do Chaco a mais memorável.
Integrando a Força Expedicionária Brasileira na Segunda Guerra Mundial, em solo italiano, foi primeira tropa a travar contato com o inimigo. Além disso, colaborou no apoio ao movimento, na organização do terreno e na construção de pontes.
Sempre presente na história do Brasil, a Engenharia foi a ferramenta pioneira para o desenvolvimento do país, levando aos confins das fronteiras do Brasil o ingente esforço de integração. O trabalho diuturno de homens e mulheres, engenheiros de todos os tempos, constitui-se em um acervo invejável de inúmeras obras rodoviárias, ferroviárias, aeroviárias e hidroviárias. Apoiando as ações da defesa civil, cooperou incansavelmente para reduzir o flagelo vivido pelos brasileiros em catástrofes naturais, como nos episódios das enchentes que assolaram todas as regiões do Brasil.
Em missões de apoio aos organismos internacionais, como nas missões humanitárias de assistência para remoção de minas na América Central e do Sul e as missões em Angola e no Haiti, a arma do castelo lendário marcou os corações e mentes das populações assistidas nesses países.
Buscando adequar-se às novas exigências do cenário nacional e internacional, a Arma Azul Turquesa está equipando suas Unidades com viaturas blindadas especializadas e lançadoras de ponte. Foram adquiridas as modernas portadas M3 e Pontes LSB, sendo estas utilizadas em apoio a população atingida por calamidades.
Obras como a revitalização do Rio São Francisco, na qual nossa Engenharia é modelo em gestão ambiental, demonstram um trabalho consciente com a preservação dos nossos recursos naturais. Com isso, a Arma de Cabrita projeta-se para continuar seguindo sua tradição de ser o Braço Forte que está sempre em condições de apoiar as operações de combate, e a Mão Amiga que participa de ações humanitárias e contribui com a integração e o desenvolvimento de nosso país. Engenheiro! Evocamos a memória das gerações passadas, realçando a coragem, o estoicismo, a abnegação, o espírito pioneiro e, sobretudo, o amor à Pátria. Estejamos com os olhos voltados para o futuro! O Processo de Transformação do nosso Exército, atualmente em curso, requer que estejamos unidos, prontos e atentos aos novos desafios que virão! Orgulhem-se de proteger e de servir ao Brasil! Ao braço firme.
