Rússia diz que “super soldados” podem fritar um computador usando apenas a mente

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Por Natasha Romanzoti, em 11.04.2019

 

Essas habilidades foram aprendidas, segundo o artigo, com golfinhos telepáticos, com os quais os “super soldados” agora podem se comunicar.

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A matéria, intitulada “Super Soldado para as Guerras do Futuro”, foi traduzida para o inglês pelo portal Business Insider.

Embora tenha sido rapidamente desprezada por especialistas, sua aparição na edição de fevereiro da revista Armeisky Sbornik do Ministério da Defesa da Rússia é notável.

O artigo

O relatório é quase certamente um absurdo. Refere-se a supostos superpoderes como “metacontato” e “parapsicologia”, este último um termo frequentemente invocado para descrever habilidades que não são apoiadas pelo método científico.

Ainda assim, levanta questões sobre as ambições – e talvez disfunções – das forças armadas da Rússia.

“Com um esforço de pensamento, você pode, por exemplo, abater programas de computador, gravar cristais em geradores, escutar uma conversa ou interromper programas e comunicações de televisão e rádio”, diz o artigo, de acordo com a tradução do Business Insider. “Aqueles capazes de metacontatar podem, por exemplo, conduzir interrogações não verbais. Eles podem ver através do soldado capturado: quem é essa pessoa, seus lados fortes e Empresa russa cria robôs autônomos que podem matar por conta própria, e se eles estão abertos ao recrutamento”.

Esses soldados podem até mesmo “ler um documento em um cofre, mesmo que seja em uma língua estrangeira que não conhecemos”, de acordo com o texto.

Por fim, o artigo afirma que as forças especiais russas usaram essas “técnicas de parapsicologia de combate” durante o conflito na Chechênia, que ocorreu de meados da década de 1990 até o final dos anos 2000.

Loucura?

O presidente da comissão de combate à pseudociência da Academia Russa de Ciências, Yevgeny Alexandrov, disse à agência de notícias RBK que “a parapsicologia de combate” é uma invenção e é reconhecida como uma pseudociência.

“Tais trabalhos realmente existiram e foram desenvolvidos, mas foram considerados confidenciais. Agora vieram à luz. Porém, como em muitos países do mundo, tais estudos são reconhecidos como pseudocientíficos, tudo isso é um disparate completo”, disse, acrescentando que “toda a conversa sobre a transferência de pensamento à distância não tem base científica, não existe um único caso registrado, é simplesmente impossível”.

No entanto, Anatoly Matviychuk, da revista militar russa “Soldiers of Russia”, disse à RBK que a parapsicologia é real.

“A técnica foi desenvolvida pela Academia Soviética de Ciências, na tentativa de descobrir as características fenomenais de uma pessoa. Um grupo de especialistas trabalhou sob a liderança do Estado-Maior General das Forças Armadas da URSS. As conquistas dessa época ainda existem e há tentativas de ativá-las”, argumentou. [Futurism, BusinessInsider]

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